Coronavírus: 8 dicas para reduzir os impactos nas clínicas e consultórios

Desde o surgimento do novo coronavírus (COVID-19) o mundo vem enfrentando impactos sociais e econômicos. O mesmo ocorre no ramo da Odontologia. Conheça as medidas específicas para evitar a contaminação nas clínicas.

Tempo de leitura: 6 minutos

Desde março deste ano, a corrida contra o novo coronavírus e seus impactos sociais, econômicos e na saúde pública tornou-se o maior desafio para as diferentes áreas e sociedades de especialidades médicas e isso não foi diferente na odontologia.

As associações brasileiras de odontologia já se mobilizaram em torno dos cuidados e medidas específicas do segmento com a finalidade de evitar a contaminação nas clínicas e ajudar a conter a doença no país.

Segundo as atualizações dos órgãos de saúde, o comportamento do novo coronavírus nas diferentes regiões continua uma incógnita. Além disso, ainda há muito a ser estudado sobre o tempo de vida e resistência do vírus e possíveis tratamentos de contenção da COVID-19 no futuro.

Mas, como o caso se faz urgente desde já, é importante ter em mente e seguir à risca as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde, transmitindo as informações necessárias de higienização e cuidados para os pacientes e operando de maneira segura dentro das próprias clínicas. Afinal de contas, outros problemas de saúde e emergências continuam existindo em paralelo à pandemia.

Vamos às principais indicações e regras para o segmento odontológico em tempos de crise:

Coronavírus: 8 dicas para reduzir seus impactos nas clínicas e consultórios
Novo Coronavírus: 8 dicas para reduzir seus impactos nas clínicas e consultórios

Cuidados com o novo coronavírus em clínicas odontológicas

Já se sabe que o novo coronavírus é transmitido pelo ar, através de gotículas expelidas pela fala, tosse e espirro, e por contato, seja com outras pessoas, seja com superfícies contaminadas. Por isso, as medidas preventivas básicas recomendadas pelas autoridades da saúde incluem:

  • Lavar bem as mãos com água e sabão frequentemente, por pelo menos 40 segundos, esfregando o dorso, as palmas, pontas das unhas e pulso.
  • Manter a distância mínima de um metro entre as pessoas e, quando possível, manter o isolamento social;
  • Quando tossir ou espirrar, levar o rosto à parte interna do braço, cobrindo nariz e boca com o cotovelo;
  • Evitar tocar o rosto sem a devida higienização das mãos;
  • Limpar as superfícies e objetos utilizados com maior frequência no dia a dia, como celulares e teclados de computador;
  • Utilizar máscaras caseiras quando em ambientes públicos e evitar aglomerações.

Segundo a Associação Brasileira de Odontologia, fora as precauções universais que já estão sendo seguido em todos os segmentos de especialidade médica, o CFO (Conselho Federal de Odontologia) entrou com medidas que atendem às especificidades da área e mantêm a segurança e prevenção não só dos pacientes, como também dos profissionais de odontologia.

Confira as orientações a seguir:

1. Suspender ou adiar atendimentos não urgentes

Muitos profissionais da saúde precisam manter seus negócios abertos, não apenas pelo aspecto financeiro, mas principalmente por lidarem com demandas imprevisíveis e possíveis casos de urgência.

Como a doença é transmitida via contato com pessoas infectadas, recomenda-se que os casos menos urgentes sejam adiados ao máximo nesse momento. A própria sala de espera pode ser um ambiente favorável às aglomerações, e por isso devem ser evitadas.

2. Protocolo pré-consulta

Algumas informações podem ser cruciais para identificar os riscos de contaminação dos pacientes e contágio nas clínicas odontológicas. Por isso, é recomendável que o cirurgião-dentista ou a equipe médica se responsabilize por fazer as devidas perguntas aos pacientes:

  • Viajou recentemente para os lugares mais afetados pela doença?
  • Esteve em contato com pessoas infectadas pelo vírus nos últimos 14 dias?
  • Apresentou os sintomas da COVID-19 nesse mesmo intervalo de tempo?

Logo após responder o formulário, qualquer procedimento necessário poderá ser feito com mais tranquilidade, seguindo as regras de higienização estabelecidas.

3. Em caso de procedimentos urgentes e emergências

Pacientes que por agravamentos na saúde necessitem de atendimento presencial de emergência, deverão ser atendidos por profissionais que utilizem máscara cirúrgica. Em casos de intervenção com riscos de formação de aerossóis, por exemplo, o profissional deverá utilizar a máscara N95, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

Além disso, as máscaras utilizadas nos atendimentos deverão ser trocadas a cada 2 horas.

4. Limpeza do consultório e equipamentos odontológicos para eliminar o coronavírus

Apesar de não ser uma medida inédita para quem trabalha com saúde, os cuidados com a higienização dos consultórios e equipamentos usados em procedimentos deve ser redobrado durante a pandemia.

A cadeira odontológica, por exemplo, deverá ser desinfectada antes e depois de cada consulta.

5. Uso de álcool gel no combate ao coronavírus

Depois da lavagem das mãos com água e sabão, o uso de álcool gel para higienização delas é a segunda melhor medida de precaução contra o novo coronavírus.

Logo, se possível, é bom que as clínicas e consultórios disponibilizem o produto para uso das equipes médicas, atendentes da recepção e dos próprios pacientes, assim que chegarem ao local.

6. Conduta ao receber os pacientes

Muitos cirurgiões-dentistas costumam ter uma relação prolongada e de maior proximidade com seus pacientes. Contudo, no momento da crise, as boas maneiras de sempre, como aperto de mãos e abraços, devem ser evitadas ao máximo.

A boa notícia é que estamos todos juntos no combate à COVID-19 e, com isso, as restrições de contato interpessoal tornam-se mais compreensíveis em momentos como esse. Afinal, quando a crise passar, todos poderão voltar a cumprimentar-se como sempre, com mais tranquilidade.

7. Consultas e atendimentos on-line ou telefônicos

Por fim, uma última dica para continuar operando com o máximo de normalidade possível durante a crise são o agendamento de consultas online e as dúvidas tiradas pela internet ou por telefone.

A internet já vinha modificando a forma como os pacientes interagem com seus médicos hoje em dia. Por isso muitos atendimentos e dúvidas são esclarecidas há um tempo por meio da troca de mensagens ou sistemas digitais utilizados pelas clínicas. Em razão das atuais restrições de circulação, esse tipo de serviço se torna uma solução prática, confortável e segura a fim de melhor atender pacientes com dúvidas sobre a sua saúde.

8. Redução de equipes

Em situações extremas como essa, reduzir o número de pessoas que trabalham juntas e convivem no mesmo espaço diariamente pode ser uma medida inteligente para evitar o contato físico e consequente proliferação da doença.

Quando possível, dispense funcionários que não serão extremamente necessários por alguns dias. Dessa forma irá mantê-los protegidos em casa por mais tempo, respeitando as recomendações de isolamento social. É claro que essa medida deverá ser acompanhada da assistência necessária para que esses profissionais não sejam prejudicados financeiramente durante a pandemia.

Essas foram as nossas dicas para reduzir os impactos do novo coronavírus nas clínicas odontológicas.

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