COVID-19: O que é e quais medidas preventivas devem ser adotadas

Coronavírus é um tipo de vírus que pode resultar em infecções respiratórias simples até mais graves. O novo Coronavírus foi descoberto após casos registrados na China da doença denominada, então, COVID-19. Informar-se, agora, sobre a doença e seu impacto na área da saúde é essencial nesse momento.

Tempo de leitura: 12 minutos

O ano de 2020 está sendo marcado pelo novo coronavírus que causa a COVID-19, doença que iniciou sua transmissão na China e se desenvolveu ao ponto de causar uma pandemia. Por isso, neste momento, é importante conhecer a fundo o vírus e seguir as recomendações das autoridades de saúde do mundo para combater esta doença.

Portanto, neste artigo vamos detalhar o que é a Covid-19, seus sintomas e quais medidas de prevenção adotar para conter o avanço da pandemia.

O novo coronavírus e a COVID-19

O SARS-CoV-2 é a denominação oficial do novo coronavírus. Ele é chamado de “novo”, pois “coronavírus” é o nome de uma família de doenças infectocontagiosas conhecida desde 1960. O tipo de vírus descoberto este ano é inédito, não sendo conhecido nem transmitido até o fim de 2019, data da primeira notificação do vírus no mundo.

No dia 31 de dezembro de 2019, a China notificou a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre uma pneumonia na cidade de Wuhan, que já havia atingido 11 milhões de pessoas. Após pesquisa, em 7 de janeiro, cientistas explicaram tratar-se de um vírus novo, o SARS-CoV-2.

Ainda não há conhecimento sobre como ocorreu a primeira transmissão do COVID-19, mas pesquisas apontam que pode ter sido de um animal para um ser humano. Entretanto ainda não há evidências sobre como isso se deu e, por isso, estudos continuam sendo feitos.

COVID-19
COVID-19: O que é e quais medidas preventivas devem ser adotadas

Em 11 de janeiro de 2020 houve a primeira morte notificada pelo novo vírus na China: um homem de 61 anos, que havia feito compras num mercado de frutos do mar, e que teve complicações em função de uma pneumonia.

Apresentando alta taxa de transmissão, em especial pelas gotículas expelidas pela tosse e pelo espirro, a doença se apresenta de diferentes maneiras nos seres humanos com contágio.

80% dos casos são considerados leves, enquanto o restante como casos mais graves, a maioria deles com acometimento do sistema respiratório. Além disso, o aspecto letal do novo coronavírus está diretamente ligado faixa etária e às condições clínicas do paciente.

Pandemia

Enquanto o surto viral acontecia apenas na China, local que registrou o primeiro caso da COVID-19 no mundo, a situação era classificada como epidemia. Porém, em 11 de março de 2020, a OMS declarou o nível de infecção pelo coronavírus como uma pandemia: a existência da contaminação de milhares de pessoas em diversos países simultaneamente.

Isso é preocupante, pois, em geral, são doenças novas, que o sistema imunológico humano ainda não sabe combater, que causam as pandemias. Por isso existe uma corrida contra o tempo com relação à prevenção e cura dessa doença partir da fabricação de vacinas ou remédios que combatam o patógeno.

Assim, até que a essa medicação seja feita, a OMS e as demais autoridades da área da saúde pedem o isolamento social como a maior arma para conter o avanço da doença em todo o mundo.

Apesar de a China fazer o registro do primeiro caso de Covid-19, a Itália tornou-se o epicentro da doença na Europa. O país é o mais atingido com a COVID-19, com quase 7 mil mortos e cerca de 55 mil infectados, seguido pela Espanha (dados de abril de 2020). O país asiático, marco zero do novo coronavírus, teve menos de 4 mil mortos.

A pandemia no Brasil

No Brasil, o Ministério da Saúde registrou o primeiro caso confirmado da COVID-19 em 26 de fevereiro de 2020. Até o fim de março, o país contou com mais de 2 mil casos confirmados da doença e 47 mortes.

Cidades do mundo todo começam a adotar o isolamento social como medida para evitar o avanço do novo coronavírus em todos os continentes. Além disso, o país cancelou grandes festas e eventos em função da pandemia, como o Ano Novo Lunar Chinês e as Olimpíadas de Tóquio, o maior evento esportivo do mundo.

Sintomas da Covid-19

A maior parte dos infectados pelo novo coronavírus apresenta sintomas como:

  • Tosse;
  • Dor de garganta;
  • Falta de ar;
  • Coriza;
  • Febre.

Muitas pessoas relataram que os sintomas do COVID-19 se parecem com os de uma gripe comum. Por isso, a recomendação da OMS é que, ao sentir algum destes sinais de maneira leve, que inicie o isolamento por conta própria. Entretanto, caso haja o quadro se agrave, procure o posto de saúde mais próximo.

É importante ressaltar que já existem casos em que a doença não indicou qualquer sintoma aparente no paciente infectado. Por isso, é muito importante que se cumpra a medida de isolamento proposta pelas autoridades de saúde.

Em alguns casos, exames indicaram infecções nas vias respiratórias inferiores, como a pneumonia. No entanto, esse quadro se mostra de forma mais comum em pessoas com problemas cardiovasculares, ou até mesmo àquelas que têm o sistema imunológico mais frágil, como é o caso dos idosos.

De forma geral, o período de incubação do novo coronavírus é de 2 a 14 dias. Assim, o infectado deve ficar isolado, alimentando-se de modo correto e bebendo muito líquido.

Grupos de risco

Algumas pessoas parecem ser mais vulneráveis ao coronavírus. São elas:

  • Idosos;
  • Portadores de doenças crônicas como diabetes e pressão alta;
  • Pessoas em tratamento contra o câncer ou com a imunidade comprometida.

É importante reforçar que não só as pessoas que fazem parte destes grupos de risco devem ter cautela neste sentido, mas também aqueles que convivem com elas. Isso porque a doença pode se manifestar de maneira leve em pessoas saudáveis que tem contato com os mais frágeis, e assim, sem perceber, a contaminação acontece.

O alerta nestes casos é, mais do que nunca, o isolamento social, e também a priorização dos hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos leves dentro de casa, a alimentação saudável e a ingestão de alimentos ricos em vitaminas para que o sistema imunológico trabalhe a todo vapor.

Medidas preventivas para evitar a Covid-19

As medidas preventivas contra o novo coronavírus são:

Lavar bem as mãos com água e sabão é essencial para evitar contato com o novo coronavírus.
Lavar bem as mãos com água e sabão é essencial para prevenir-se da Covid-19
  • Lavar bem as mãos com água e sabão com frequência;
  • Se não puder lavar as mãos, usar álcool gel 70%;
  • Evitar aglomerações;
  • Manter distância de cerca de 1,5 metros de pessoas, principalmente àquelas que apresentam sintomas;
  • Usar máscara em locais públicos;
  • Evitar tocar os olhos, bocas e nariz sem a devida higienização das mãos;
  • Evitar o uso de adereços como anéis, pulseiras e brincos;
  • Usar lenços descartáveis;
  • Manter os ambientes ventilados;
  • Limpar com frequência objetos que sejam tocados muitas vezes, como celular e teclado do computador;
  • Não compartilhar objetos pessoais como copos, pratos e talheres.

De acordo com a OMS e as autoridades de saúde, a melhor forma de prevenção contra o COVID-19 é o isolamento social. No entanto, sabemos que muitas pessoas precisam sair de casa para situações específicas, como ir ao mercado ou à farmácia. Estas precisam de cuidados como prender os cabelos e, ao chegar em casa, imediatamente tomar banho e colocar as peças de roupa para lavar.

Orientações específicas para os dentistas

Outras medidas preventivas devem ser tomadas pelos profissionais que precisam manter seus negócios abertos, como é o caso dos profissionais de saúde e os dentistas. Para eles, as orientações são as seguintes:

  • Adiar ao máximo os atendimentos menos urgentes, como profilaxias, dando preferência para os casos de emergência;
  • Realizar os procedimentos de urgência e emergência seguindo as indicações do Ministério da Saúde e usando a máscara cirúrgica e máscara N95 apenas para intervenções com risco de formação de aerossol;
  • Se estiver usando a máscara cirúrgica comum, trocá-la de duas em duas horas;
  • Higienizar e desinfetar a cadeira odontológica após cada atendimento;
  • Evitar cumprimentos com beijos e apertos de mão;
  • Fornecer álcool em gel 70% na recepção;
  • Se possível, dispensar funcionários como recepcionista e auxiliar.

Além dessas medidas, é preciso manter e redobrar outras regras, mesmo que simples, como a limpeza do consultório com maior frequência, além da esterilização dos materiais cirúrgicos.

Protocolo de segurança pré-consulta

Para se prevenir ainda mais, você pode adotar um protocolo de segurança pré-consulta para garantir ainda mais a sua segurança e dos demais pacientes. Veja:

  • Pergunte se o paciente viajou para alguma das áreas afetadas com o novo coronavírus nos últimos 14 dias;
  • Verifique se ele teve contato com algum caso confirmado da doença nos últimos 14 dias;
  • Se teve febre nos últimos 14 dias;
  • Se esteve em algum ambiente com aglomeração nos últimos 14 dias, seja aeroporto, restaurante, festas.

Apesar de muitos acharem estas medidas muito radicais, precisamos ressaltar que a COVID-19 é uma doença nova e que está avançando com rapidez. Por isso, toda e qualquer forma de prevenir o contato e o contágio é de extrema importância.

Outros profissionais de saúde como médicos, enfermeiros, técnicos e colaboradores, estão redobrando os cuidados nos hospitais e também ao chegar em casa, já que, apesar da taxa letal do vírus parecer pequena, tem a taxa de contágio muito alta, e é por isso que todo cuidado é pouco ao se tratar de uma pandemia.

Outras recomendações sobre a Covid-19

Apesar de muitos deixarem as prateleiras dos supermercados vazias comprando álcool gel, é preciso ressaltar que este material deve ser usado apenas em casos nos quais não é possível lavar as mãos, como após usar o transporte público, por exemplo. A medida mais eficaz para fazer higiene das mãos ainda é lavá-la com água e sabão de 40 a 60 segundos, dando atenção aos dedos, unhas, dorso das mãos e punho.

Pessoas em diversas cidades do Brasil compraram máscaras cirúrgicas, acabando com os estoques de fábricas e comércios. Este acessório, entretanto, deve ser usado a princípio apenas pelos profissionais de saúde, ou se o indivíduo estiver com sintomas e precisar sair da área do isolamento.

No entanto, alguns cuidados devem ser tomados mesmo com o uso das máscaras, como não encostar na máscara com as mãos não higienizadas, trocá-la assim que perceber que ela está molhada com gotículas ou mesmo o vapor da fala, e acima de tudo nunca compartilhar este objeto.

Outra prática que, de acordo com as autoridades, deve ser evitada, é fazer a estocagem de mantimentos. Seja de alimentos ou produtos de higiene como papel higiênico, este é o momento de pensarmos no próximo. De acordo com especialistas, atitudes como essa podem alavancar os preços nos mercados, além de prejudicar quem tem menos condições financeiras. Compre o suficiente, torne menor o consumo e evite o desperdício.

Os impactos causados pela COVID-19

Ainda não se pode prever o tamanho da crise econômica e social em função do coronavírus, mas para governantes e cientistas políticos de todo o planeta, o desafio e os impactos podem ser comparados aos da Segunda Guerra Mundial. Por isso todos precisam fazer a sua parte na contenção do COVID-19.

A verdade é que, independente da profissão, precisamos respeitar as orientações vindas da OMS e do Ministério da Saúde para evitarmos o avanço ainda mais rápido deste vírus, e também reforçarmos a adoção destas medidas por nossos amigos e familiares.

O isolamento social, as regras de higiene e a falta de interação física podem parecer difíceis de serem encaradas, mas aparentemente são as maneiras mais eficazes para que o novo coronavírus não prejudique ainda mais nossa rotina em longo prazo.

Aproveite a tecnologia e as redes sociais para conversar com amigos e familiares durante o período de quarentena. Leia mais sobre assuntos diversos e procure se certificar sobre a verdade das notícias sobre o novo coronavírus antes de espalhá-la.

Se precisar trabalhar de casa, busque cumprir os horários de entrada e saída, além das pausas e horário de almoço. A prática de exercícios e alongamentos pode ajudar a se manter ativo, além de serem ótimas opções para manter a saúde física e mental em dia.

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