Odontologia pós-pandemia: o que vai mudar após a crise?

As mudanças na Odontologia devido à pandemia foram percebidas, principalmente, nos cuidados com a higienização e a biossegurança. Se antes os cuidados com esses fatores já eram essenciais, agora devem ser redobrados. Além disso, houve os impactos na economia e, consequentemente, na gestão financeira. Adaptações também precisaram ser feitas quanto à gestão de atendimentos e ao relacionamento com o paciente.

Tempo de leitura: 12 minutos

Diante da crise causada pela Covid-19, muitos de nossos hábitos cotidianos sofreram mudanças. Mas, para a Odontologia, essas adaptações afetaram diretamente a prática da profissão. Agora que estamos em fase de mitigação e isolamento, muitos se perguntam o que irá mudar na Odontologia pós-pandemia.

Com o objetivo de elucidar o que pode causar mudanças permanentes na prática odontológica, levantamos alguns pontos interessantes para refletir sobre o assunto.

Acompanhe-nos nesse momento de reflexão, e aproveite as dicas de como se preparar para tomar os cuidados necessários para dar os próximos passos diante da crise da Covid-19.

Novo coronavírus: O que se sabe?

Sabemos ainda muito pouco sobre o novo coronavírus. Não há respostas definitivas, visto que nenhuma medicação ou vacina teve aprovação para o tratamento da Covid-19.

Entretanto, o dia a dia de todos mudou radicalmente conforme o vírus se expandiu pelo mundo e diversos países decretaram estado de emergência.

O que é certo é que o novo coronavírus é extremamente contagioso, pode ser transmitido por gotículas expelidas pela fala, tosse ou espirro e tem um alto impacto no sistema respiratório.

O que vai mudar na Odontologia pós pandemia causada pela Covid-19?
O que irá mudar na Odontologia pós-pandemia causada pelo Covid-19?

A maioria das fatalidades se deram pelo desenvolvimento de síndrome respiratória aguda e a Organização Mundial da Saúde já computa mais de três milhões de mortes em todo o globo.

Os coronavírus, um grupo que inclui o SARS, são a segunda principal causa do resfriado comum, de acordo com a OMS. Entretanto, nas últimas décadas, esses vírus não estavam mais causando doenças mais graves.

Já falamos aqui no blog sobre como reduzir os impactos da Covid-19 nas clínicas e consultórios. Mas, diante desse quadro, é imperativo que paremos um pouco para refletir sobre as práticas odontológicas no Brasil e o que vai mudar na Odontologia pós-pandemia.

Mudanças trazidas pelo novo coronavírus na Odontologia

Nos consultórios e clínicas odontológicos, dentistas de todo o país se esforçam para atender às demandas do Ministério da Saúde para controlar a propagação do vírus.

As medidas envolvem não só lavar constantemente as mãos e usar equipamentos de segurança, como também diminuir os atendimentos. Além disso, as consultas que não são urgentes ou emergenciais foram banidas das agendas por conta dos altos riscos de contaminação.

É claro que, como profissionais da saúde, a grande maioria dos dentistas já fazia uso de EPIs em todas as consultas. Mas as adaptações necessárias no momento de pandemia vão além de cuidados técnicos.

Odontologia pós-pandemia: impactos na economia

Muitas clínicas pequenas sofreram o golpe financeiro causado pela falta de clientes. Afinal, todos os atendimentos eletivos, ou seja, não emergenciais, foram cancelados por aconselhamento da Associação Brasileira de Odontologia. Isso significa que boa parte da renda das clínicas foi cortada.

Procedimentos estéticos, como aplicação de Botox, clareamento dental e de gengivas ou alterações não urgentes se incluem na categoria. Por isso, tratando-se de gestão financeira, ficou mais complicado manter uma folha de pagamento ampla e em dia.

Como tratam diretamente com a boca dos pacientes, os riscos são grandes para todos os profissionais da Odontologia. Mas, apesar das dificuldades, os dentistas brasileiros são resilientes no combate ao coronavírus.

Tendo em vista as mudanças e adaptações pelas quais passam as clínicas, profissionais e pacientes, talvez seja o momento de refletir sobre o que trará o futuro.

Reflexões sobre a Odontologia pós-pandemia

O que vai mudar após a crise? Quais lições podemos tirar desse momento? De que forma a prática odontológica é afetada a longo prazo? São perguntas sem soluções certeiras. Contudo, não fazê-las é mais perigoso do que não encontrar as respostas.

Na reabertura dos consultórios e clínicas, conforme o vírus for combatido mais eficientemente, os cuidados com a saúde devem permanecer. Está claro para todos que o vírus, ainda sem tratamento efetivo, pode voltar com força caso as medidas protetivas sejam completamente esquecidas após algumas semanas.

Por isso, o isolamento social se provou a melhor solução para o combate da pandemia. Quando voltarmos a, gradualmente, viver uma rotina mais normalizada, ainda será comum o uso de máscaras na rua? Luvas e álcool gel em restaurantes e escritórios?

Como profissionais da saúde, os odontologistas podem dar um exemplo positivo para aquelas ao seu redor, evitando presença em aglomerações e em multidões de imediato.

Ainda não é possível afirmar quando será seguro levantar a ordem de distanciamento social. Previsões de especialistas se colidem e, muitas vezes, não sabemos para onde olhar ou em quem acreditar. Entretanto, podemos sempre fazer o melhor para que a vida de todos volte à normalidade o mais breve possível.

No momento em que for possível voltar a praticar a profissão, alguns cuidados deverão permanecer. A seguir, listamos algumas precauções que devem ser tomadas tanto para a saúde dos pacientes, quanto dos dentistas.

1. Higienização constante

A higienização diária do ambiente ainda será imprescindível, tomando cuidados para manter uma ventilação constante. Além disso, as cuspideiras e ferramentas usadas devem ser higienizadas após cada consulta.

Trocar luvas e máscaras a cada paciente também é um fator importante para evitar o contágio cruzado. Os dentistas são profissionais com altas chances de contágio devido à proximidade com o paciente e uso de aparelhos aerossóis, que espalham as gotículas de saliva pelo ambiente.

O uso das máscaras que cobrem completamente o rosto também pode ser necessário em algumas ocasiões, já que o dentista está em contato direto com secreções e gotículas de saliva.

Além disso, as clínicas deverão ter disponíveis tapetes de higienização de calçados e propés descartáveis. Assim, todos os pacientes e funcionários poderão higienizar os sapatos e colocar as proteções antes de entrar no consultório.

2. Biossegurança odontológica

Por mais incômodo que seja, a atenção com a esterilização e a biossegurança deverá ser redobrada. O descarte do material usado em cada paciente já é feito de maneira segura nas clínicas e consultórios odontológicos.

Mas a atenção deverá ser redobrada para evitar qualquer contato desprotegido com os resíduos biológicos e químicos.

Ademais, a biossegurança diz respeito não apenas ao descarte de resíduos, mas também, à manutenção do ambiente clínico e à proteção e segurança do paciente e do profissional odontológico. Os dentistas podem ter um plano diário e semanal sobre o descarte do lixo biológico.

O controle de estoque de material disponível, por exemplo, pode ser feito por meio da ajuda de um software odontológico, como o EasyDental Cloud. Tendo uma visão clara do que tem no seu consultório e o que foi ou deve ser descartado já pode ajudar a evitar confusões com equipamentos.

Além do uso de EPIs por parte dos odontologistas, existem vários métodos de eliminação de microrganismos nos materiais e ferramentas utilizadas no consultório:

  • Assepsia: são medidas de higienização preventiva para impedir a contaminação de ambientes e superfícies;
  • Anti-sepsia: eliminação de microrganismos indesejados, como bactérias, vírus e demais agentes patológicos através da desinfecção;
  • Limpeza: remoção de sujeiras em ambientes e superfícies, realizado ANTES da desinfecção e esterilização;
  • Desinfecção: processo que elimina microrganismos indesejados ou objetos inanimados patológicos, exceto pelos endosporos bacterianos;
  • Esterilização: processo que elimina todos os microrganismos, como porr exemplo, esporos, bactérias, fungos e protozoários, por meios físicos ou químicos.

Por meio desses ou outros métodos de limpeza profunda, as clínicas e consultórios evitarão a propagação do vírus, promovendo um ambiente saudável.

3. Gestão de horários

Para além das precauções com higienização e descontaminação, existe a questão da organização de horários. Por isso, para proteger ambos os pacientes e os odontologistas, será necessária uma readequação no sistema de atendimento de clínicas e consultórios.

Evitar aglomerações será essencial ainda por algum tempo. Visto que a sala de espera de consultórios é um local fechado e não muito grande, é importante tomar algumas providências. A boa gestão logística é uma abordagem a ser adotada.

Mas o que isso significa na prática? Bem, primeiro, os pacientes de grupos de risco deverão ser ainda mais protegidos. Será importante que a agenda de horários seja bastante flexível. A gestão de horários da EasyDental poderá ajudar o dentista a remanejar os pacientes que estão esperando, desde o início do isolamento social, a serem atendidos.

Dicas para a melhor organização da agenda na Odontologia pós-pandemia da Covid-19:

  • Separe os pacientes de grupos de risco dos demais. Atenda cada um deles separadamente, sem mais ninguém no consultório ou sala de espera;
  • Não deixe mais de dois ou três pacientes esperando por atendimento, dependendo do tamanho da sala de espera;
  • Certifique-se de que a agenda permita um relaxamento de dez minutos entre um paciente e outro e use o tempo para limpar o ambiente;
  • Higienize a cadeira odontológica e todas as superfícies que o paciente tocar antes de atender o próximo;
  • Não permita que parentes e acompanhantes entrem no consultório sem necessidade;
  • Em casos de urgência ou emergência, lembre-se de respeitar seus pacientes agendados e não os exponha a riscos desnecessários.

Além disso, em casos de cirurgia odontológica, ainda não sabemos quais serão as determinações da Associação Brasileira de Odontologia (ABO). É possível que não seja permitida a realização de mais de uma cirurgia diária para evitar contaminação cruzada entre os pacientes.

De todo modo, certifique-se de estar alerta durante esse período para qualquer novo decreto ou portaria direcionada a área odontológica.

4. Aconselhamento aos pacientes

Além das medidas citadas, que são ainda sugestões e possibilidades nesse momento, é importante que o dentista se volte aos pacientes e suas necessidades mais do que nunca.

O dentista é um profissional da saúde respeitado pelos pacientes e pela comunidade médica. Nesse momento de crise e nos meses ainda por vir, os dentistas podem atuar como transmissores de informações importantes.

Lembre seus pacientes dos cuidados básicos de higiene dental. Alerte-os para os perigos sem causar pânico, mas anunciando medidas protetivas que devem permanecer em vigor pelo menos pelo resto do ano.

Os cuidados com a higiene bucal devem ser redobrados diante da pandemia e é dever dos dentistas disseminar essas informações. Portanto, incentive a escovação dental com escovas de dente adequadas, além de fio dental e antissépticos bucais.

É claro, as necessidades variam de acordo com cada caso, mas incentivar a boa higiene bucal é uma tarefa importante nesse cenário.

Além disso, com o apoio de um software odontológico, você tem controle do histórico dos pacientes o que permite saber se a pessoa está nos grupos de risco, ou já foi infectada por coronavírus, por exemplo. Manter registro de todos seus pacientes é ainda mais importante agora.

5. A gestão financeira na Odontologia pós-pandemia

Como já mencionamos, é possível fazer gestão financeira em tempos de pandemia. É claro, o orçamento é menor e mais apertado. Mas isso não é motivo para deixar a gestão das finanças colapsar por completo.

Com a ajuda do EasyDental Cloud, você tem controle sobre todas as transações feitas, contas a receber e modo de pagamento. Nosso sistema é integrado com máquinas de cartão Saúde Service, o que já facilita algumas transações.

Prosseguir com os cuidados na Odontologia pós-pandemia

Tendo em vista que todos os cuidados com saúde devem ser redobrados pelos próximos meses, lembre-se de seguir as recomendações que ainda estão por vir dos Conselhos de Odontologia e da ABO.

Relembrando que os principais cuidados deverão ser pertinentes aos horários de agendamento. Evite, acima de tudo, promover aglomerações no consultório.

Sabemos que a demanda por consultas terá uma explosão após o levantamento da ordem de isolamento social. Contudo, é primordial que os dentistas prezem pela sua própria segurança e de todos seus pacientes.

Enquanto aguardamos mais informações do governo federal e da comunidade médica mundial, tudo o que podemos fazer é especular. No entanto, quando chegar a hora da reabertura, aqueles que estiveram se preparando desde cedo terão uma vantagem em relação aos demais.

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