Pessoa física X pessoa jurídica: principais características na odontologia

A dúvida entre trabalhar como pessoa física ou pessoa jurídica é muito comum, principalmente para os profissionais que estão começando a desempenhar as suas atividades no mercado de trabalho.
Tomar esta decisão nem sempre é fácil, isto porque normalmente os profissionais da área não entendem bem de contabilidade e possuem conhecimentos limitados a respeito de como tomar decisões para economizar com tributos e manter uma vida financeira mais estável nesse sentido. Veja a seguir como escolher o seu caminho.

Tempo de leitura: 6 minutos

Entenda qual o melhor caminho a ser tomado

No intuito de esclarecer um pouco esta situação, descrevemos abaixo algumas dicas e informações sobre as diferenças entre pessoa física e jurídica que poderão ajudar a entender qual o melhor caminho a ser tomado.

Diferente do que muitos acham, a principal diferença entre uma clínica PJ (Pessoa Jurídica) e PF (Pessoa Física), está na realidade financeira do investimento inicial. Se você pretende começar com um investimento baixo, recomenda-se a escolha de PF, ao contrário, a recomendação é de PJ.

Suas opções

Para quem tem um espírito mais empreendedor e de liderança, abrir a própria clínica ou consultório pode ser a melhor opção — especialmente se o que você busca em sua carreira mais autonomia e flexibilidade no dia a dia profissional.

No entanto, para empreender na área de Odontologia, é preciso investir um bom montante financeiro, visto que os equipamentos necessários para um consultório moderno e de qualidade são bastante caros. Além disso, você ainda precisará arcar com o aluguel ou compra do espaço, além dos encargos com os funcionários.

Outro ponto é que, ao ser o gestor do seu consultório, você terá mais responsabilidades administrativas como contabilidade, gestão de pessoas e divulgação, o que pode reduzir o seu tempo exercendo as funções de dentista.

Já a atuação em clínicas é a opção mais interessante para quem está dando os primeiros passos na carreira e não tem como investir em um consultório próprio. A vantagem é que você já terá seus pacientes fixos e, com a prática e a convivência com outros profissionais da área, adquirirá bastante experiência. Outro ponto a favor é que, nesse caso, você terá tempo de sobra para se aperfeiçoar e se dedicar exclusivamente à sua área de atuação

Pessoas jurídicas e pessoas físicas têm registros, finalidades e pagamentos de impostos diferentes. As duas possibilidades têm suas vantagens e desvantagens, desta forma, você pode colocar cada ponto na balança e decidir qual é a mais interessante de acordo com seu perfil e ambições profissionais.

Esta escolha, acompanhada de uma análise contábil e jurídica do consultório (ou da clínica) irá determinar o regime escolhido, somente assim, iremos poder identificar a melhor estrutura administrativa, financeira, operacional, contábil e fiscal que se adequará as necessidades pré-estabelecidas.

Pessoa Física (PF)

Normalmente, clínicas e consultórios odontológicos de pequeno e médio porte optam pela autonomia física (autônomos), onde as estruturas administrativas, financeiras e operacionais são menores e mais fáceis de gerenciar.

Quanto a estrutura contábil e fiscal, quando se é autônomo, a melhor forma de se manter seguro perante as exigências do Fisco é a contratação de um serviço contábil para orientar e acompanhar estas obrigações. Para tanto, o correto a se fazer é a escrituração de um livro caixa.

Nele serão lançadas – geralmente pelo contador – despesas dedutíveis para a redução do lucro tributável. Todas as despesas como folha de pagamento, telefone, INSS, aluguel do local, IPTU, energia elétrica, água, material de limpeza e do consultório devem entrar na análise de gastos e faturamento.

A vantagem de atuar individualmente como autônomo, é que terá toda autonomia para tomar as decisões relacionadas ao seu negócio, sem ter que submetê-las à apreciação do sócio. Ocorre, porém, que a responsabilidade pelas obrigações assumidas pelo profissional autônomo é ILIMITADA.

Isto quer dizer que, caso você não tenha recursos suficientes para honrar compromissos assumidos com seus credores (Fisco, empregados, fornecedores, bancos, etc.), poderá ter que responder com seus bens particulares para suprir o valor restante da dívida, mesmo que tenha agido com cautela e boa-fé na condução dos seus negócios

A tributação será feita pelo Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), o que gira em torno de 27,5%. Assim, o IRPF é calculado pelo valor líquido do rendimento, isto é, rendimento total bruto menos as despesas dedutíveis.

Pessoa Jurídica (PJ)

Porém, se optar por montar o empreendimento com outra pessoa, compartilhando os riscos do negócio, deverá constituir uma “Sociedade Simples”, nesta opção, se enquadram clínicas e consultórios odontológicos de pequeno e médio porte;

Lucro Real: neste tipo de regime o consultório deve antecipar os tributos de modo mensal ou ainda trimestral;

Lucro Presumido: nesta modalidade o percentual de tributação é de 13,33% sobre seu faturamento, já inclusos os impostos federais e municipais. Estes é o percentual de base para o Distrito Federal, porém, tais percentuais podem sofrer variações conforme o município sede onde a clínica atua;

Simples Nacional:  A LC 147/14 permitiu a inclusão de diversas empresas prestadoras de serviços no Simples Nacional, dentre elas as clínicas médicas e odontológicas. Porém, o percentual a ser recolhido pelos consultórios odontológicos neste regime de tributação é maior que os valores recolhidos se a clínica fosse optante pelo Lucro Presumido, pois esta atividade está enquadrada na LC 123/06 em sua tabela VI.

Outra dúvida que aparece frequentemente, é sobre a possibilidade de um dentista poder ser “MEI” (Microempreendedor Individual).

A resposta é… NÃO.

O “MEI” tem o objetivo de profissionalizar aquelas pessoas que não têm uma profissão formal obtida, normalmente, através de uma graduação universitária o que não é o caso do dentista de várias outras profissões que são prestadores de serviços (médicos, engenheiros, arquitetos e outros).

Análise da Situação – Dentista Pessoa Física X Dentista Pessoa Jurídica

A principal diferença entre uma clínica PJ (Pessoa Jurídica) / PF (Pessoa Física), está na realidade financeira do investimento inicial.

Normalmente, o profissional que é “empreendedor”, olha as “desvantagens” de abrir a empresa porque ele já tem a “determinação” de fazê-la. Enquanto o profissional que não é empreendedor, olha as “vantagens” em continuar sendo uma “Pessoa Física”.

Análise da Situação – Dentista Pessoa Física X Dentista Pessoa Jurídica

Uma análise contábil e jurídica do consultório (ou da clínica) determinará o regime escolhido, somente assim, iremos poder identificar a melhor forma de criar as estruturas administrativas, financeiras, operacionais, contábeis e fiscal.

Conclusão

Agora você já pode analisar melhor para qual caminho você gostaria de seguir. Se tiver mais alguma dúvida, entre em contato conosco que teremos o maior prazer em ajudá-lo.

Agora você já pode analisar melhor qual caminho você deve escolher. Continue atento à nossa Coluna, traremos mais conteúdos como este! 

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